Como fica o posicionamento de marcas em tempo de crise?

Nesta quarentena eu assisti a live da Karina Francis da Little Monster onde ela falou sobre como fica o posicionamento de marcas nesse tempo de crise causado pela pandemia de Covid-19.

O posicionamento de uma marca é um trabalho constante, não é pontual. Um posicionamento é tudo o que a empresa representa e o que ela constrói.

É tudo o que as pessoas pensam, enxergam ou falam da sua marca. Pelas suas atitudes, o que ela faz, o conteúdo que ela gera, sua comunicação, os sinais que ela emite, entre outros.

É preciso ter um posicionamento com empatia e agilidade. Por mais que sua empresa tenha um prejuízo financeiro agora na pandemia, o seu posicionamento vai fazer diferença no futuro.

Tem muitos influencers nessa pandemia que não estão nem aí para o que está acontecendo, eles fingem que nada está acontecendo.

Não adianta falar somente sobre o coronavírus, é preciso contexto, ou seja, aprofundar o assunto.

O contexto não é fazer um conteúdo raso, é trazer algo de novo e não fazer o mais do mesmo.

Segue alguns exemplos de contexto:

  • A Uber fez uma campanha no Carnaval com os dizeres “Se você não respeita LGBT, a Uber não é pra você”;
  • No intervalo do Jornal Nacional foi errado fazer propaganda de “paperview” de futebol, sendo que os torneios de futebol foram cancelados;
  • Propagandas como “não compre seu carro hoje”, as marcas de carros deveriam parar as parcerias pagas com influenciadores, pois agora não é o momento de comprar carro, ninguém vai se conectar com isso agora.

A Karina citou que teve que reprogramar o conteúdo sobre finanças de alguns clientes e adiar o lançamento de cursos, ela disse que não adianta agora enviar e-mails para sua base como “compre com 80% de desconto”, esses e-mails seriam agressivos neste momento.

  • Mais vale ter um prejuízo agora do que lá na frente;
  • Gaste do pequeno produtor;
  • Pare de mandar e-mails com posts de liquidação.

As marcas precisam encontrar outros caminhos para ganhar dinheiro, no caso para quem não for vender agora.

A Karina citou alguns cases do que algumas empresas estão fazendo neste momento de pandemia:

  • O Itaú foi o primeiro banco a adiar o pagamento de dívidas;
  • A AMBEV fez parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) para doar álcool em gel;
  • O Boticário doou álcool em gel para a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba;
  • O Mercado Livre mudou o logotipo nessa pandemia, mas não adianta mudar o logotipo sem ter contexto;
  • A Louis Vitton fez um verdadeiro arsenal para fazer máscaras para doação;
  • Empresas do segmento artístico viram cair drasticamente seu faturamento, escolas de dança transformaram os cursos para o formato on-line.

No final da live a Karina fez a seguinte reflexão “Não se conecte com marcas que não fazem um posicionamento”.

Considerações finais

Essa live serviu para mostrar como realmente as empresas devem se posicionar em tempo de crise e não somente na crise, mas que isso deve ser feito com frequência.

E deixou claro o que é contexto, não é fazer aqueles conteúdos rasos, é fazer conteúdos que aprofundem o tema e que criem conexão com seus clientes ou com sua audiência.

Eu gostei muito do tema que a Karina abordou, o que é um posicionamento, eu soube de coisas que eu nunca vi alguma outra pessoa me contar antes sobre marcas.

E você? O que pensa sobre isso? Me conte abaixo nos comentários. Soube de alguma empresa que se posicionou com contexto nessa pandemia? Me conte também.

Um abraço e até mais!

Eduardo Paulino

Paulistano, aquariano e prestativo. É apaixonado pelos temas empreendedorismo, marketing digital, mobilidade urbana e recursos humanos. Também cria conteúdo no Mobilidade Sampa, Mobilidade Curitiba, Mobilidade Floripa, Mobilidade Rio e Mobilidade Porto Alegre. Quer entrar em contato com o Eduardo? Escreva para eduardo@grupopln.com.br.

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